O curso do rio e da História

O rio Cachoeira também fez sua história e ela está registrada justamente onde termina o seu curso: a entrada do Porto de Ilhéus. Ali, em 1535, desembarcou o português Francisco Romero para tomar posse das cinqüenta léguas de terras doadas por D. João III, pela Carta Régia de 25 de abril de 1534, ao escrivão da corte de Portugal, Jorge de Figueiredo Correia e que se constituíam na Capitania de São Jorge dos Ilhéus.

Nas suas águas navegaram os donatários e ouvidores da capitania em suas lutas contra os temíveis Aimorés, Tupiniquins e Guerens, destacando-se a coragem e bravura de Lucas Giraldes. D. Helena de Castro, Braz Fragoso, Vasco Fernandes Coutinho, Antônio da Costa Camelo, Luiz Freire de Veras, Francisco Nunes Costa, Balthazar da Silva e muitos outros.

Em 1595, suas águas deram passagem aos hereges franceses, que saquearam e devastaram a pequena aldeia de Ilhéus. Mais tarde, abrigaram também os soldados da esquadra do almirante Lichthardt, que desembarcaram no Pontal, fazendo dali a cabeça de praia para o assalto e saques a Ilhéus. Nessas duas invasões os estrangeiros foram heroicamente repelidos pelos poucos habitantes da vila, com a intercessão da Virgem Maria, o que deu origem à lenda e culto de N.S. das Vitórias.



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