ESCOLA BATISTA DA CALIFÓRNIA REALIZA MOSTRA ANUAL DE ARTES

17/12/2019 | Assessoria de Comunicação

A Escola Batista da Califórnia realizou, na última quinta-feira (12), a sua VII Mostra de Artes. Evento tradicional no calendário letivo do estabelecimento, neste ano de 2019, a escola trouxe como tema norteador “Criando e Pintando o Sete Com Alfredo Volpi”. A mostra se traduz numa culminância de atividades envolvendo a área de Artes realizadas ao longo do ano letivo. Com apresentações de música, teatro e dança, a mostra contou com a exposição propriamente dita, com obras de artes elaboradas pelos próprios estudantes e ainda, cinemateca (com apresentação de vídeos contando a história do artista homenageado) e participação ativa das famílias (pais e responsáveis). A Secretaria Municipal da Educação de Itabuna (SME) esteve representada pela diretora de Departamento de Educação Básica (DEB/SME), professora Regiane Cruz, que justificou a ausência da secretária, que ainda está em Salvador passando por um tratamento de saúde; pela assessora de Ensino Fundamental Anos Iniciais, professora Vânia Maria Menezes Borges (DEB/SME); pela assessora de Saúde Escolar, Fátima Santa Fé Borges (DEB/SME) e pela chefe do Setor de Organização Escolar do Departamento de Acompanhamento da Gestão, professora Maria Tânia Pereira da Silva (SOE/DAG/SME).

A diretora da escola, professora Alrimar da Silva Bastos, explicou que, “neste ano escolhemos homenagear o artista ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, conhecido como ‘Mestre das Bandeirinhas’, sobretudo pelo seu destaque como pintor da segunda geração da arte pós-moderna brasileira”. Ela explica ainda que o projeto de Artes entra na sua sétima edição, tendo como público-alvo os estudantes dos 1º, 2º e 3º anos dos turnos Matutino e Vespertino, envolvendo aproximadamente 210 alunos que contaram com a coordenação das professoras Ângela Oliveira Rodrigues, Eleni dos Santos, Inês Braitt Figueiredo Ferreira, Kaliane Santos Costa, Maria Antonieta de Souza Barbosa, Maria Inês Amaral Correia, Mariluce Rodrigues da Silva, Rita de Fátima Santos Conceição e Valéria Cruz Vieira. O projeto envolveu ainda os demais integrantes da equipe gestora e funcionários.

Para a mãe Ana Paula de Jesus Silva, ao ver os seus dois filhos (Gustavo e Samanta) envolvidos com um projeto desta natureza, o seu coração se sente feliz. Para ela, “esse é um trabalho diferenciado principalmente porque as crianças se empolgam, se integram e se sentem empoderadas com aquilo que lhes é oferecido, enquanto instrumento de reflexão e comunicação artística. Com o projeto, as crianças desenvolvem a criatividade, a expressão, a socialização e têm acesso a conhecimentos importantes”, disse.

Quem foi Alfredo Volpi

Alfredo Volpi nasceu na cidade de Lucca (na Itália), em 1896. Mudou-se com os pais para São Paulo em 1897. Estudou na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalhou como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mário Zanini e Francisco Rebolo, entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista (FAP). Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros. Faleceu em São Paulo, aos 92 anos, em 1988.