Alunos de escola municipal resgatam tradição junina em Itabuna

26/06/2018 | Assessoria de Comunicação

Os alunos da Escola Municipal Margarida Pereira em Itabuna, deram um show de encenação e interpretação por meio da dança, para resgatar uma tradição que se arrasta há dezenas de anos na região Nordeste do Brasil, o forró de São João. A festa organizada pela escola e o Grupo Encantarte, aconteceu na manhã desta terça-feira (26), na União dos Servidores Municipais de Itabuna (Usemi) e reuniu, além dos estudantes, os professores, diretores e convidados.
Comidas e bebidas típicas e o forró pé de serra com som ao vivo da Banda “Baianos.com”, não faltaram na programação que incluiu dança de quadrilhas com 22 participantes. Na apresentação em forma de dança eles interpretaram algumas situações características na vida de adolescentes, tais como gravidez indesejada, o namoro escondido, o pai valentão e um juiz de menor.

“Eles souberam incorporar o espírito da proposta que mostrou casos atuais como a gravidez precoce e causos antigos como o casamento forçado por decisão de algum pai carrasco do passado”, destacou o produtor cultural Egnaldo França, que animou a quadrilha e se divertiu tanto quanto os alunos.  O figurino e a coreografia de responsabilidade da coordenadora do Encantarte, Jaqueline Paula dos Santos,  também mereceram elogio do público presente.

O diretor da escola, Érico Santos, disse que o evento que foge da rotina diária da sala de aula, era realizado anualmente na própria escola com a participação de adolescentes do ensino fundamental II (do 6º. ao 9º. Ano) das comunidades do Pedro Jerônimo, Maria Pinheiro e Daniel Gomes. A transferência da festa que acontecia na escola para um espaço amplo e adequado ao propósito, segundo ele, “amplia horizontes e dá nova visibilidade para uma turma carente de mais ações sociais, culturais e participativas como essa que uniu lazer, alegria e entretenimento”.

Uma das professoras participantes, Raquel Souza Zaidan Nassri, também ressaltou a importância do evento, lembrando que serviu tanto para o resgate da tradição junina, como também para um momento de descontração e maior integração entre as comunidades. É num momento como esse que eles aprendem a interagir, e principalmente, a conhecer um pouco da nossa cultura nordestina brasileira”, concluiu.