Prefeito defende ajustes no governo e cobra mais eficiência administrativa

11/12/2017 | Assessoria de Comunicação

Ao fazer uma avaliação dos problemas enfrentados no primeiro ano de governo, um período marcado pela superação de dificuldades, o prefeito Fernando Gomes defendeu ajustes e cobrou dos secretários mais eficiência da máquina administrativa. O prefeito também anunciou que estuda a ampliação do horário de funcionamento da prefeitura com a extinção do turnão de 8 às 14 horas, para dois turnos de 8 às 12 e das 14 às 18 horas, um projeto sem data definida para a sua implementação.

O prefeito lamentou a queda da arrecadação dos municípios brasileiros, enquanto o governo federal registra aumento de receitas. Comparando a equipe de governo com a tripulação de um barco que tem nele o seu comandante, Fernando Gomes lembrou que montou um time com pessoas comprometidas com o desenvolvimento de Itabuna, “uma cidade que precisa do trabalho de todos nós, que temos de lutar por dias melhores para o nosso povo”.

Em sua análise, o prefeito criticou a concentração de renda que tem aumentando a desigualdade social no país. No caso de Itabuna, ele lembrou da necessidade de investimentos em obras essenciais e projetos de grande porte como o de despoluição do rio Cachoeira, que está morrendo. Salientou que esta questão passa pela concessão da Empresa Municipal de Água e Saneamento, porque o município não dispõe de recursos para este tipo de investimento que considera prioritário.

Lembrando sua experiência de mais de 40 anos na vida política e os cinco mandatos como prefeito, ele destacou que enfrenta problemas na área de educação e da saúde, “mas o que fizeram com a prefeitura de Itabuna foi um crime, inclusive com a recontratação de professores aposentados, mas que não voltaram para a sala de aula obrigando o município a contratar mais profissionais. Hoje, os recursos da educação estão comprometidos em quase sua totalidade com o pagamento de salários”, lamentou.

Um outro problema na educação foi a queda do número de alunos da rede municipal de ensino, que caiu de 26 mil matriculados na sua última gestão e agora atinge a apenas 17 mil estudantes. Na saúde, ele cita que a cidade registrou no ano passado 80 mil casos de dengue, zika e chikungunya e 38 mortos, com um custo de mais de R$ 2 milhões para o governo, “o que exige uma ampla mobilização e ações efetivas do governo. Compramos inclusive equipamentos para combate ao mosquito Aedes aegypti, mas o seu uso foi dificultado pela fiscalização ambiental, o que não se justifica, porque estamos lidando com vidas humanas, ” argumentou.

Além de rigor nos horários dos servidores comissionados e com função gratificada, Fernando Gomes anunciou a suspensão de contratos. Com isso, a partir de janeiro todas as contratações nas diversas áreas do governo serão através de processos seletivos, com lançamentos de editais específicos. Disse ainda, que no caso dos concursados que não trabalham será intransigente, promovendo a criação de comissões de sindicância para apurar possíveis irregularidades.

 
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Texto: Kleber Torres
Foto: Waldyr Gomes