Caravana Respeita as Mina chega a Itabuna

29/09/2017 | Assessoria de Comunicação

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, assinou, na manhã desta sexta-feira
(29), o Pacto de Combate à Violência contra as Mulheres. A ação faz parte da
Caravana Respeita as Mina, projeto da Secretaria Estadual de Políticas para as
Mulheres (SPM-BA), que chegou à cidade através da Secretaria Municipal de
Assistência Social (SAS). Com o propósito de engajar e sensibilizar a população local
para a importância da luta contra a violência às mulheres, a Caravana é promovida
pela SPM-BA em parceria com o Instituto Avon, e tem o apoio da ONU Mulheres e do
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher da Bahia (CDDM).

Com um trabalho pautado em reconhecer a importância da valorização da
atuação feminina em todos os segmentos da sociedade, o prefeito Fernando Gomes
ressaltou que é preciso fortalecer as parcerias com o Governo do Estado no sentido de
legitimar medidas que validem os direitos das mulheres. Para ele, “é preciso mudar as
leis e punir efetivamente quem comete atos de violência. O caminho para mudar essa
triste realidade começa com o fortalecimento da atuação da polícia. A sociedade não
pode ficar refém da violência e viver com medo. Para isso, precisamos endurecer as
leis e cuidar, principalmente, das mulheres”, comenta o prefeito.

A secretária de Assistência Social, Sandra Neilma, destacou o pacto como
instrumento que vai nortear as ações das prefeituras no sentido de combater toda e
qualquer forma de violência contra a mulher. Ela salientou que a SAS, a partir da
implementação de ações pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM),
tem buscado mobilizar a rede de enfrentamento na cidade. “A nossa secretaria
compõe essa rede e se configura numa porta de entrada desse trabalho através dos
CRAS, CREAS, CRAM, onde estamos propondo e validando medidas eficazes para a
construção de uma sociedade que respeite de fato as mulheres”, complementou.

A secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, enfatizou a
necessidade urgente de combater a cultura machista que, segundo ela, tem afetado a
vida das mulheres, com violências e até mesmo com o registro de feminicídios. “Não
tem outro nome, não é crime passional. Essa desigualdade de gênero é mais uma face
do machismo e o que queremos é fazer um apelo a todos para que contribuam com o
Ministério Público, com as polícias Civil e Militar, com a Defensoria Pública e com a
nossa secretaria para que possamos tipificar o feminicídio e fortalecer a nossa luta
contra o machismo”.