Itabuna promove mobilização na guerra contra o aedes aegypti

07/03/2017 | Assessoria de Comunicação

Mobilizar todos os setores do governo e da sociedade itabunense para o combate ao mosquito Aedes Aegypti, principal vetor de transmissão da dengue  – uma doença que mata -; da zika – que provoca microcefalia em bebês – e da chikungunya – que causa dores  nas articulações e nos ossos das vítimas-, é uma prioridade do governo municipal, que investe numa agressiva campanha de redução dos  índices de infestação predial que hoje  é de 24% na maior cidade do sul da Bahia.

O Projeto Itabuna sem Aedes Aegypti foi lançado pelo prefeito Fernando Gomes, numa reunião com todos os secretários municipais convocados para a integração de ações do governo. Na oportunidade, o chefe do executivo itabunense anunciou a compra pela Prefeitura de cinco carros do tipo fumacê que entrarão em operação ainda nos próximos dias.

Fernando destacou que o combate ao mosquito aedes aegypti, que também é agente transmissor da febre amarela, embora nenhum caso tenha sido registrado em Itabuna até agora, é uma prioridade de governo que vem adotando uma série de medidas preventivas. “Não vamos deixar acontecer uma epidemia como ocorreu no governo passado por falta de comando”, declarou o prefeito. Ele convocou todos os secretários e defendeu uma união de esforços com a sociedade para o combate a um inimigo comum.

Projeto

O projeto foi apresentado pelo secretário da Saúde, Vitor Lavinsky, que destacou a importância da interdisciplinaridade das ações com a participação de todas as secretarias, juntamente com a Emasa, Hospital de Base e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). As ações começam, segundo ele, dia 18 de março, nos bairros Carlos Silva/Andaraí, que tem um índice de infestação predial de 60%, Fonseca (40%) e Novo Fonseca (34%).  O trabalho prossegue dia 25, no Jardim Primavera, que tem o segundo maior índice de infestação predial, que atinge o patamar 41,6 %.

Incialmente, o foco do projeto abrange os 18 bairros com maior índice de infestação e que totalizam 44.410 imóveis, mas a ação será estendida a todos os bairros e loteamentos da cidade. Vitor destaca ainda, que a responsabilidade envolve todos os setores do governo através da coleta de lixo, abastecimento de água, limpeza urbana e das atenções de promoção da saúde, bem como o conjunto da população, que deve ter participação ativa no processo.

Situação

O diretor do departamento de Vigilância à Saúde, Lucas Santana, fez um relato da situação de Itabuna e considerou que as perspectivas atuais não são boas, em função do elevado índice de infestação predial e por conta de um surto epidêmico como o ocorrido no ano passado, que afetou milhares de itabunenses. Ele considera importante a iniciativa do governo de priorizar um conjunto de ações que visam reduzir a proliferação do Aedes Aegypti e diminuir a incidência das arboviroses transmitidas por esse vetor.

Como estratégia de combate, ele defendeu a promoção de ações sociais com a mobilização da população e do governo em mutirões, caminhadas, palestras, faxinaços e panfletagens, com a finalidade de produzir mudanças no comportamento da comunidade, uma vez que a erradicação do mosquito é uma tarefa quase impossível em função de fatores climáticos, além de costumes sociais e hábitos que favorecem a sua reprodução e consequente proliferação.

Santana destacou ainda o uso dos carros fumacê como uma estratégia complementar à luta para combate ao Aedes Aegypti, que deve ser associada  a ações de comunicação de massa para que a população altere seu comportamento e mantenha seus domicílios preservados da infestação do mosquito transmissor das arboviroses.